O Irã prosseguiu com seus ataques contra alvos no Golfo Pérsico e desferiu mais um golpe em um importante centro petrolífero nos Emirados Árabes Unidos, o mais recente de uma série de ataques que aumentaram drasticamente as tensões no Oriente Médio após uma série de ataques em larga escala contra alvos iranianos.
Segundo dados preliminares, drones foram usados no ataque. Um deles foi interceptado pelos sistemas de defesa aérea, mas os destroços caíram no território do porto petrolífero, provocando um incêndio. O fogo começou na área de um grande complexo energético onde o petróleo é armazenado e transbordado.
Incêndio em centro energético estratégico
Estamos falando do porto de Fujairah, um dos centros de logística de petróleo mais importantes da região. É por esse porto que passam volumes significativos de exportações de petróleo, e a movimentação diária pode chegar a aproximadamente um milhão de barris por dia.
Após o ataque, uma densa fumaça preta subiu das instalações, sendo visível a uma distância considerável. De acordo com informações oficiais das autoridades locais, não houve vítimas ou feridos, mas algumas operações de carregamento de petróleo foram temporariamente suspensas.
Escalada do conflito na região
O novo ataque fez parte de um confronto militar mais amplo que se desenrolou na região. No dia anterior, os EUA realizaram um ataque aéreo em grande escala na ilha iraniana de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, por onde passam até 90% das exportações de petróleo do país.
Em resposta, a liderança iraniana declarou que poderá atacar a infraestrutura de países que cooperam com os Estados Unidos, em particular instalações portuárias e de energia nos países do Golfo Pérsico.
Implicações para o mercado global de petróleo
A escalada do conflito já afetou o mercado global de energia. Devido à ameaça de ataques e aos problemas de navegação no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do abastecimento mundial de petróleo, os preços da energia começaram a subir.
Especialistas alertam que novos ataques à infraestrutura energética podem causar interrupções ainda maiores no fornecimento e agravar a instabilidade econômica global.
